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A EDUCAÇÃO SOCIOEMOCIONAL COMO ESTRATÉGIA PARA A 

TRANSFORMAÇÃO DA CULTURA ESCOLAR E PREVENÇÃO DA 

VIOLÊNCIA

SOCIO-EMOTIONAL EDUCATION AS A STRATEGY FOR 

TRANSFORMING SCHOOL CULTURE AND PREVENTING VIOLENCE

RESUMO

O   objetivo   do   presente   estudo   é   analisar   o   papel   multifacetado   da   educação 

socioemocional na reconfiguração da cultura escolar e na prevenção da violência, com 

particular ênfase em sua contribuição para a construção de um ambiente educacional mais 

seguro, respeitoso e propício ao desenvolvimento integral, parte-se da premissa que no 

panorama educacional do século XXI, a educação socioemocional (ESE) transcendeu o 

status de mera tendência pedagógica para se consolidar como um componente curricular e 

formativo indispensável, reconhecido por seu papel crucial no desenvolvimento integral 

dos estudantes. Dessa forma, estabelece-se o presente estudo enquanto recorte de tese de 

doutoramento da autora, utilizando a metodologia revisão narrativa da literatura, de 

natureza eminentemente qualitativa. As informações extraídas foram então codificadas e 

agrupadas em categorias temáticas emergentes, alinhadas aos objetivos acima citados. Os 

dados apontam que a implementação intencional, sistemática e transversal de práticas 

socioemocionais possui um potencial significativo para impactar profundamente a cultura 

escolar; o papel do professor como mediador, modelo e facilitador desse processo é 

inegavelmente central;   A capacitação docente para lidar com as complexidades das 

emoções e das relações em sala de aula, incluindo a aplicação de práticas restaurativas e o 

apoio a todos os alunos (vítimas e agressores), é um pré-requisito para que a ESE se 

traduza em resultados concretos. Por fim, faz-se  necessário um compromisso renovado 

com a integração transversal da ESE no currículo e nas práticas pedagógicas cotidianas, 

envolvendo não apenas os professores, mas toda a comunidade escolar. A ESE representa 

um investimento estratégico no futuro da convivência humana.

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Trabalho submetido em janeiro de 2026. Aprovado em junho de 2026

Trabalho submetido em janeiro de 2026. Aprovado em junho de 2026

1 Doutora em Ciências da Educação - UAA - Mestre em ciências da Educação - Técnico administrativa /UFRJ

Cleide de Andrade¹

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Palavras-chave:

  Educação   socioemocional;   Competências   socioemocionais;   Cultura 

escolar; Prevenção da violência; Papel do professor.

ABSTRACT

The objective of this study is to analyze the multifaceted role of socioemotional education 

in reconfiguring school culture and preventing violence, with particular emphasis on its 

contribution   to   building   a   safer,   more   respectful   and   more   conducive   educational 

environment for comprehensive development. It is based on the premise that in the 

educational   panorama   of   the   21st   century,   socioemotional   education   (SEE)   has 

transcended the status of a mere pedagogical trend to consolidate itself as an indispensable 

curricular and formative component, recognized for its crucial role in the comprehensive 

development of students. Thus, this study is established as an excerpt from the author's 

doctoral   thesis,   using   the   narrative   literature   review   methodology,   of   an   eminently 

qualitative nature. The information extracted was then coded and grouped into emerging 

thematic categories, aligned with the objectives mentioned above. The data indicate that 

the intentional, systematic and transversal implementation of socioemotional practices 

has a significant potential to profoundly impact school culture; the role of the teacher as a 

mediator, model and facilitator of this process is undeniably central; Teacher training to 

deal with the complexities of emotions and relationships in the classroom, including the 

application of restorative practices and support for all students (victims and perpetrators), 

is a prerequisite for ESE to translate into concrete results. Finally, a renewed commitment 

to the transversal integration of ESE into the curriculum and daily pedagogical practices is 

needed, involving not only teachers but the entire school community. ESE represents a 

strategic investment in the future of human coexistence.

Keywords:

 

Socioemotional education; Socioemotional skills; School culture; Violence 

prevention; Role of the teacher

1. Introdução

No panorama educacional do século XXI, a educação socioemocional (ESE) 

transcendeu   o   status   de   mera   tendência   pedagógica   para   se   consolidar   como   um 

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componente curricular e formativo indispensável, reconhecido por seu papel crucial no 

desenvolvimento integral dos estudantes. (Brasil, 2007)

Em um mundo cada vez mais complexo e interconectado, a formação humana 

não pode mais se restringir à aquisição de conhecimentos acadêmicos tradicionais; torna-

se imperativo cultivar, de forma intencional e sistemática, um conjunto de habilidades 

essenciais para que os indivíduos possam navegar com sucesso os desafios da vida 

pessoal, social e profissional.

A ESE volta-se precisamente para esse objetivo, focando no desenvolvimento 

de competências como o autoconhecimento (reconhecer as próprias emoções, forças e 

limitações), a autogestão ou autorregulação emocional (lidar com o estresse, controlar 

impulsos, definir metas), a consciência social (compreender a perspectiva do outro, 

demonstrar   empatia,   reconhecer   normas   sociais),   as   habilidades   de   relacionamento 

(comunicar-se eficazmente, cooperar, resolver conflitos construtivamente) e a tomada de 

decisão responsável (fazer escolhas éticas e seguras). (Santos, et al, 2018)

É nesse contexto que a  escola se impõe como instituição social fundamental, 

se se posiciona como um ambiente privilegiado para a promoção dessas competências. 

Conforme explicitado por Santos et al     (2018), após o núcleo familiar, a instituição 

escolar representa o principal espaço de socialização e convivência, onde crianças e 

jovens   estabelecem   relações   interpessoais   significativas,   aprendem   a   lidar   com   a 

diversidade e constroem sua identidade social. Portanto, integrar a ESE ao cotidiano 

escolar   não   é   apenas   uma   possibilidade,   mas   uma   necessidade   para   garantir   que   a 

educação   cumpra   seu   papel   de   formar   cidadãos   plenos,   capazes   de   contribuir 

positivamente para a sociedade.

O   reconhecimento   formal   da   importância   da   ESE   é   evidenciado   por   sua 

inclusão   em   documentos   curriculares   de   referência,   emitidos   pelo   Ministério   da 

Educação. As diretrizes brasileiras da Base Nacional Comum Curricular (Brasil, 2017) 

posicionam as competências socioemocionais não como disciplinas isoladas, mas como 

competências gerais e transversais, que devem permear todas as áreas do conhecimento e 

práticas   pedagógicas.   Essa   abordagem   sinaliza   uma   mudança   de   paradigma, 

reconhecendo   que   o   desenvolvimento   socioemocional   é   tão   vital   quanto   o 

desenvolvimento cognitivo para a formação de indivíduos autônomos, críticos, resilientes 

e éticos, preparados para os desafios do século XXI.

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Em alinhamento com as perspectivas de Olweus (1993) e Fante (2005) sobre a 

mediação do ambiente na agressividade, compreende-se que a   influência da ESE se 

estende para além do desenvolvimento individual, impactando profundamente a cultura 

escolar. Entendida como o conjunto de valores, crenças, normas, rituais e padrões de 

relacionamento que caracterizam o ambiente educacional, a cultura escolar molda as 

experiências de todos os seus membros. 

A implementação de práticas socioemocionais, ao ensinar alunos e educadores 

a gerenciar emoções, a se comunicar com respeito e a valorizar a empatia, tem o potencial 

de transformar essa cultura, tornando-a mais positiva, inclusiva, colaborativa e segura. 

Um ambiente escolar onde prevalecem o respeito mútuo e a segurança emocional é 

intrinsecamente menos propenso a conflitos destrutivos e a manifestações de violência, 

incluindo   o   bullying.   Nesse   sentido,   a   ESE   emerge   como   uma   poderosa   estratégia 

preventiva, atuando nas causas subjacentes de comportamentos agressivos ao fortalecer 

as habilidades relacionais e a capacidade de resolução pacífica de conflitos.

Diante desse contexto  este artigo tem como objetivo central analisar o papel 

multifacetado da educação socioemocional na reconfiguração da cultura escolar e na 

prevenção da violência.  Com base nas discussões de múltiplos pesquisadores da área, 

busca-se   discutir   como   o   fomento   intencional   de   competências   socioemocionais, 

articulado   à   atuação   de   docentes   devidamente   capacitados   e   a   práticas   pedagógicas 

inovadoras,   pode   fortalecer   as   relações   interpessoais,   mitigar   conflitos,   prevenir   o 

bullying e, em última instância, edificar uma cultura de paz e bem-estar nas escolas.

2. METODOLOGIA

O   presente   estudo   se   configura   como   uma   pesquisa   de   natureza   teórica, 

qualitativa e de cunho analítico, estruturada a partir de um recorte de tese de doutoramento 

da autora. Para atender aos critérios metodológicos, o estudo adota o formato de revisão 

teórica e reflexiva acerca da interface entre a Educação Socioemocional (ESE) e a 

prevenção das violências no espaço escolar.

O corpus de análise e discussão foi delimitado a partir de textos e documentos 

normativos   que   sustentam   o   debate   sobre   o   tema.   A   pesquisa   compreende   as 

contribuições legais estabelecidas pelo Ministério da Educação na Base Nacional Comum 

Curricular (Brasil, 2017), os estudos sobre violência e mediação escolar desenvolvidos 

por Fante (2005), as análises estruturadas por Lopes Neto (2005) sobre o comportamento 

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agressivo de estudantes, o diagnóstico sobre juventudes e sexualidade mapeado por 

Abramovay e Castro (2006), bem como as diretrizes de combate à violência propostas por 

Melo (2010). O mapeamento conceitual engloba também a produção científica sobre 

competências socioemocionais catalogada por Santos e colaboradores (2018), o uso de 

tecnologias digitais para o desenvolvimento socioemocional discutido por Machado, 

Santos e Soso (2021), além das abordagens pioneiras de intervenção de Olweus (1993) e 

Rigby (2012).

A estratégia de análise seguiu os preceitos da análise de conteúdo temática. 

Inicialmente, realizou-se o mapeamento das matrizes conceituais das obras selecionadas, 

seguido pela categorização dos dados textuais em torno de quatro eixos norteadores: 

fundamentos político-pedagógicos da ESE; reconfiguração da cultura de convivência 

escolar;  o  desenvolvimento  socioemocional  como  mecanismo  preventivo  primário  à 

violência; e o desenvolvimento de competências relacionais na formação docente. Os 

resultados   foram   interpretados   e   confrontados   criticamente   na   seção   subsequente, 

buscando-se superar o viés puramente descritivo.  

3. RESULTADOS E DISCUSSÃO

O   mapeamento   conceitual   das   investigações   contemporâneas   revela   que   a 

educação socioemocional se consolida na atualidade como um componente estruturante e 

indispensável para o desenvolvimento integral dos estudantes. Esse movimento reflete 

uma evolução necessária em relação aos modelos educacionais tradicionais, focados 

historicamente   em   aspectos   estritamente   cognitivos.   Conforme   estabelecido   no 

documento nacional da Base Nacional Comum Curricular (Brasil, 2017), a inclusão das 

competências socioemocionais opera de forma transversal às disciplinas obrigatórias. 

Essa orientação normativa do Ministério da Educação visa fomentar habilidades de 

autoconhecimento, empatia e tomada de decisão de maneira integrada à rotina escolar, 

promovendo a formação de sujeitos autônomos e socialmente responsáveis.

Essa   nova   perspectiva   curricular   exerce   uma   influência   direta   e 

transformadora na cultura e no clima escolar. À medida que conceitos de autorregulação e 

respeito à diversidade deixam de ser conceitos abstratos e passam a integrar as práticas 

pedagógicas   institucionais,   os   valores   que   orientam   a   convivência   diária   são 

ressignificados.   Fortalecem-se   os   laços   interpessoais   entre   alunos,   professores   e 

comunidade externa, atenuando dinâmicas excludentes ou autoritárias. O estabelecimento 

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de   um   ethos   baseado   no   acolhimento   mútuo   constrói   um   ambiente   de   segurança 

psicológica, onde o erro é compreendido como parte do aprendizado e o diálogo prevalece 

como ferramenta principal de interação.

  desdobramento   natural   de   um   ambiente   pautado   pelo   suporte   emocional 

coletivo,   constata-se   a   eficácia   da   educação   socioemocional   enquanto   estratégia 

preventiva contra comportamentos agressivos e, marcadamente, contra o fenômeno do 

bullying.   Esta   modalidade   de   violência,   caracterizada   por   agressões   intencionais   e 

sistemáticas sustentadas por assimetrias de poder, é detalhada por Lopes Neto (2005) 

como um grave problema de saúde escolar, enquanto Melo (2010) aponta a urgência de 

métodos   que   permitam   identificar   e   combater   essas   dinâmicas   preventivamente   nas 

instituições brasileiras. Ambas as abordagens indicam que tais manifestações decorrem 

de defasagens nas capacidades de empatia e controle de impulsividade de seus agentes.

Para atuar na raiz dessas disfunções relacionais, Olweus (1993), defende que 

as intervenções institucionais devem ir além de respostas punitivas individuais, focando 

no desenvolvimento global de atitudes e condutas mais humanas. Complementando essa 

visão, Rigby (2012) salienta que os programas eficazes devem abordar os desejos e as 

necessidades   emocionais   que   motivam   a   agressão,   em   vez   de   focar   apenas   no 

comportamento visível. A implementação sistemática da ESE oferece aos estudantes 

alternativas de conduta e resoluções pacíficas de conflitos, desarticulando a violência 

estrutural. Alunos expostos a programas contínuos de desenvolvimento socioemocional 

tornam-se testemunhas ativas, isto é, sujeitos aptos a intervir positivamente e denunciar 

abusos em vez de silenciar ou coadunar com as agressões.

Para   além   do   engajamento   dos   discentes,   Fante   (2005)   destaca   que   a 

sustentabilidade de qualquer intervenção voltada à cultura de paz depende de forma 

incontornável da centralidade do papel docente, sendo o professor o principal mediador de 

conflitos imediatos e o modelo vivo de gestão emocional dentro da sala de aula. Contudo, 

Abramovay e Castro (2006) alertam que essa responsabilidade exige que o corpo docente 

receba capacitação continuada e apoio institucional, visto que o manejo de dinâmicas 

afetivas   complexas   e   o   acolhimento   do   sofrimento   psíquico   dos   jovens   demandam 

recursos técnicos específicos de comunicação não violenta e práticas de mediação.

Por fim, o paradigma socioemocional impõe uma revisão profunda na forma 

de acolhimento aos envolvidos nas violências escolares. Mendes, Alckmin-Carvalho e 

Schwartzman (2016) correlacionam a ocorrência de bullying ao desenvolvimento de 

transtornos mentais na infância e adolescência, reforçando a tese de que estratégias 

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exclusivamente   punitivas   ou   de   exclusão   tendem   a   cronificar   o   sofrimento   e   o 

comportamento   antissocial   de   vítimas   e   agressores.   Em   contrapartida,   as   diretrizes 

restaurativas buscam a responsabilização e a reeducação. Por meio do fortalecimento de 

competências como empatia e remorso ético, integradas a projetos institucionais que 

contem com o uso estratégico das tecnologias digitais aplicadas à pedagogia, conforme 

sugerido   por   Machado,   Santos   e   Soso   (2021),   torna-se   viável   quebrar   ciclos   de 

hostilidade, reabilitando as relações sociais e consolidando a escola como um verdadeiro 

espaço de proteção e desenvolvimento pleno humano.

3.1. Análise Comparativa e Sistematização dos Modelos de Intervenção

O debate sobre a eficácia das ações pedagógicas voltadas à cultura de paz exige 

a compreensão das diferentes matrizes conceituais que sustentam as pesquisas na área. 

Enquanto as políticas públicas contemporâneas desenhadas na Base Nacional Comum 

Curricular   (Brasil,   2017)   enfatizam   a   necessidade   de   uma   abordagem   curricular   e 

preventiva primária, autores voltados ao diagnóstico situacional das escolas brasileiras 

jogam luz sobre a complexidade das variáveis sociais que atravessam os muros escolares. 

Diante disso, a transição entre uma pedagogia puramente cognitiva e uma práxis baseada 

na educação socioemocional requer o mapeamento das metodologias propostas pelos 

principais teóricos que fundamentam este campo de estudo. 

Para   conferir   maior   clareza   a   essa   articulação   teórica,   a   tabela   1   a   seguir 

sistematiza   as   convergências   e   especificidades   das   abordagens   presentes   nas   obras 

analisadas, detalhando o foco de cada investigação e sua respectiva contribuição para o 

desenho de estratégias preventivas.

Tabela 1 - as convergências e especificidades das abordagens presentes nas obras analisadas

Autor e Ano

Foco   Principal   da 

Investigação

Abordagem   Proposta   para   o 

Espaço Escolar

Brasil (2017)

Normatização   curricular 

e competências gerais

Integração   transversal   e 

intencional   das   habilidades 

socioemocionais em todas as áreas 

do conhecimento.

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Autor e Ano

Foco   Principal   da 

Investigação

Abordagem   Proposta   para   o 

Espaço Escolar

Fante (2005)

O   bullying   enquanto 

fenômeno   social   e 

relacional

Campanhas   de   sensibilização, 

mediação de conflitos e educação 

voltada para a cultura de paz.

Lopes

 

Neto 

(2005)

Comportamento 

agressivo e saúde escolar

Identificação precoce de condutas 

de   risco   e   articulação   entre   os 

setores da saúde e da educação.

Abramovay   e 

Castro (2006)

Diagnóstico

 

sobre 

juventudes,   violência   e 

sexualidade

Fortalecimento   da   escuta 

qualificada dos jovens e superação 

de   práticas   institucionais 

autoritárias.

Melo (2010)

Identificação   e   combate 

direto   ao   bullying   nas 

escolas

Implementação   de   canais   de 

denúncia seguros e metodologias 

reativas   e   proativas   de 

enfrentamento.

Santos

 

colaboradores 

(2018)

Mapeamento

 

da 

produção científica sobre 

competências

Sistematização   dos   domínios   da 

CASEL, como autoconhecimento 

e autorregulação emocional.

Machado,   Santos 

e Soso (2021)

Mediação tecnológica no 

desenvolvimento 

socioemocional

Uso   estratégico   de   ferramentas 

digitais e metodologias ativas para 

engajamento dos estudantes.

Olweus (1993)

Intervenção   sistêmica 

antibullying global

Abordagem   que   envolve   toda   a 

escola,   redefinindo   regras   de 

convivência   e   supervisão 

contínua.

Rigby (2012)

Investigação dos desejos 

humanos   por   trás   da 

Métodos   restaurativos   e   não 

punitivos voltados à reeducação e 

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Autor e Ano

Foco   Principal   da 

Investigação

Abordagem   Proposta   para   o 

Espaço Escolar

agressão

reintegração de agressores.

Fonte: elaborado pela autora

A leitura integrada desses dados permite compreender que a reconfiguração da 

cultura   escolar   não   se   opera   de   maneira   isolada.   Como   discutido   por   Santos   e 

colaboradores (2018), o desenvolvimento individual das competências emocionais serve 

como base de sustentação para as intervenções mais amplas descritas por Olweus (1993), 

criando   uma   rede   de   proteção   coletiva.   Essa   engrenagem   mútua   demonstra   que   a 

prevenção da violência é mais eficiente quando o foco deixa de ser o castigo e passa a ser a 

reabilitação das condutas afetivas, aproximando as teses de Rigby (2012) das orientações 

inclusivas presentes no documento de Brasil (2017). 

       

4. CONCLUSÃO

O   presente   estudo   evidenciou   o   caráter   multifacetado   e   estratégico   da 

Educação Socioemocional na reconfiguração das dinâmicas escolares e no enfrentamento 

preventivo à violência e ao bullying. A  ESSE se  posiciona como um pilar estruturante da 

formação humana contemporânea, validada por diretrizes normativas como a BNCC 

(Brasil, 2017). Seus impactos positivos traduzem-se na consolidação de uma cultura 

escolar mais humana, inclusiva e psicologicamente segura, apta a desarmar os gatilhos da 

agressividade por meio do desenvolvimento da empatia, da autorregulação e da mediação 

dialógica de conflitos.

Para   que   as   prerrogativas   teóricas   discutidas   se   materializem   em 

transformações   concretas,   faz-se   urgente   superar   abordagens   isoladas   e   investir   na 

formação continuada dos professores, conferindo-lhes subsídios teóricos e práticos para a 

implementação de metodologias restaurativas. Da mesma forma, a efetivação de uma 

cultura de paz requer a corresponsabilização de toda a comunidade escolar, engajando 

gestores, funcionários e núcleos familiares de forma transversal. Somente por meio de um 

esforço   coletivo   e   institucionalizado   será   possível   transformar   a   escola   em   um 

ecossistema seguro e acolhedor, assegurando que o desenvolvimento socioemocional se 

concretize na construção de uma sociedade melhor.

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_tp=eyJjb250ZXh0Ijp7ImZpcnN0UGFnZSI6InB1YmxpY2F0aW9uIiwicGFnZSI6InB1
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