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Architectural barriers and nursing care: nurses’ perceptions of cervical cytology screening for women who use wheelchairs
Women with physical disabilities face numerous difficulties in accessing health services. Architectural and attitudinal barriers, inadequate accessibility, insufficient training of nursing professionals and social prejudice hinder cervical cytology screening. Women who use wheelchairs also experience physical, sensory and emotional changes that directly affect their self-esteem and quality of life. This study investigates, through the scientific literature, nurses’ perceptions of how the infrastructure and furniture of health facilities affect gynecological examinations for women who use wheelchairs, as well as the psychological and behavioral consequences of this reality. This bibliographic review draws on national scientific articles concerning architectural barriers and difficulties in accessing health services. The findings indicate that inadequate reception and insufficiently trained professionals contribute to the exclusion of these women from health services. Public policies, continuing education for health teams and structural improvements are required to ensure humane, accessible and comprehensive care.
Keywords: Physical disability; Women’s health; Accessibility; Nursing; Cervical cytology screening.
Na leitura desta versão, a citação “Clemente et al., 2022” deve ser entendida como “Clemente et al., 2022”. As referências incompletas impressas no PDF são substituídas pela lista acima.
Barreiras arquitetônicas e assistência de enfermagem
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Barreiras arquitetônicas e assistência de enfermagem: percepção dos
enfermeiros sobre a realização do exame citopatológico em mulheres
cadeirantes
RESUMO
As mulheres com deficiência física enfrentam inúmeras dificuldades no acesso
aos serviços de saúde. Barreiras arquitetônicas e atitudinais, falta de
acessibilidade, insuficiente capacitação dos profissionais de enfermagem e
preconceitos sociais dificultam a realização de exames citopatológicos. Além
disso, mulheres cadeirantes convivem com alterações físicas, sensitivas e
emocionais que impactam diretamente sua autoestima e qualidade de vida. Este
estudo tem como objetivo investigar, na literatura científica, a percepção de
enfermeiros sobre o impacto da infraestrutura e do mobiliário das unidades de
saúde na realização do exame ginecológico em mulheres cadeirantes, bem como
compreender os impactos psicológicos e comportamentais dessa realidade. Trata-
se de uma revisão bibliográfica baseada em artigos científicos nacionais sobre
barreiras arquitetônicas e dificuldades de acesso aos serviços de saúde. Os
resultados apontam que a ausência de acolhimento adequado e de profissionais
capacitados contribui para a exclusão dessas mulheres dos serviços de saúde.
Conclui-se que é necessária a implementação de políticas públicas, capacitação
contínua das equipes de saúde e melhorias estruturais que garantam uma
assistência humanizada, acessível e integral.
Palavras-chave:
Deficiência física. Saúde da mulher. Acessibilidade.
Enfermagem. Exame citopatológico.
1 INTRODUÇÃO
A saúde da mulher constitui um dos pilares fundamentais das políticas públicas
no Brasil, especialmente no que se refere à prevenção de doenças ginecológicas, à
promoção da saúde e ao acesso integral aos serviços de saúde. Contudo, mulheres com
deficiência física, particularmente aquelas que utilizam cadeira de rodas, ainda enfrentam
inúmeras dificuldades para acessar esses serviços e realizar exames preventivos, como o
exame citopatológico do colo do útero (Brasil, 2004; Nicolau et al., 2020).
Esse exame preventivo, popularmente conhecido como Papanicolau, é a principal
estratégia de rastreamento para a detecção precoce das lesões precursoras do câncer do
colo do útero. Sua realização periódica possibilita o diagnóstico em estágios iniciais,
aumentando significativamente as chances de tratamento e cura, além de reduzir a
morbimortalidade associada à doença (INCA, 2023).
Entretanto, a efetiva realização desses exames por mulheres cadeirantes não é tão
simples (Othero; Ayres, 2012). As barreiras encontradas vão muito além das limitações
físicas decorrentes da própria deficiência. Frequentemente, as unidades de saúde
apresentam inadequações estruturais graves, como ausência de rampas, banheiros
inacessíveis, falta de macas ginecológicas adaptadas e equipamentos que comprometam
a segurança e a autonomia da paciente durante o atendimento. Esse conjunto de falhas
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Trabalho submetido em janeiro de 2026. Aprovado em junho de 2026
Trabalho submetido em janeiro de 2026. Aprovado em junho de 2026
1 Assistente Social - UNIGAMA, Graduanda em Enfermagem - Universidade Celso Lisboa
2 Graduanda em Enfermagem - Universidade Celso Lisboa
Angelica Caldas¹; Marcia Santos²
Barreiras arquitetônicas e assistência de enfermagem
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dificulta a efetivação dos princípios de universalidade, integralidade e equidade previstos
no Sistema Único de Saúde (Araujo et al., 2023; França et al., 2010).
Embora a Lei Brasileira de Inclusão da Pessoa com Deficiência (Lei nº
13.146/2015) assegure às pessoas com deficiência, o direito à atenção integral à saúde,
em igualdade de oportunidades com as demais pessoas, determinando que os serviços de
saúde promovam acessibilidade, acolhimento e atendimento adequado às necessidades
específicas dessa população (Brasil, 2015). Mesmo com esse direito garantido por lei,
muitas pessoas ainda encontram dificuldades para ter acesso a um atendimento de saúde
realmente acessível e acolhedor.
Inserida nesse contexto, a equipe de enfermagem ocupa papel central, pois está
diretamente envolvida na realização de exames preventivos e no acolhimento das
usuárias. Conforme apontam Araújo et al. (2023), muitos enfermeiros reconhecem a
importância da inclusão e da acessibilidade, porém relatam dificuldades relacionadas à
falta de capacitação específica, à ausência de protocolos assistenciais e às limitações
estruturais das unidades onde atuam
—
fatores que geram insegurança profissional e
comprometem a qualidade do cuidado prestado (Nicolau et al., 2020).
Compreender a percepção desses profissionais sobre a assistência às mulheres
cadeirantes torna-se, portanto, essencial para identificar barreiras, propor estratégias de
inclusão e fortalecer práticas de cuidado que garantam acesso equitativo, humanizado e
integral à saúde dessa população (Brasil, 2015; Araujo et al., 2023).
2 JUSTIFICATIVA
A escolha deste tema nasceu da observação direta, pelas autoras, das dificuldades
enfrentadas por mulheres com deficiência física durante o atendimento à saúde
—
situações que evidenciam o quanto ainda precisamos avançar para garantir uma
assistência verdadeiramente inclusiva. Segundo Araújo et al. (2023), enfermeiros
envolvidos na realização do exame citopatológico em mulheres com deficiência física
relatam dificuldades relacionadas à acessibilidade, à infraestrutura inadequada e à
insuficiente capacitação profissional, fatores que comprometem diretamente a qualidade
do cuidado prestado.
A garantia de um atendimento inclusivo vai além da boa vontade do profissional:
depende de condições estruturais concretas que permitam o acesso e a permanência da
mulher cadeirante no serviço de saúde. Salas pequenas e macas ginecológicas comuns
—
altas e fixas
—
funcionam como barreiras que inviabilizam o atendimento antes mesmo
de ele começar contrariando frontalmente a Lei Brasileira de Inclusão (Brasil, 2015). Não
adianta o enfermeiro dispor de técnica adequada se a paciente sequer consegue entrar na
sala ou realizar a transferência para a maca com segurança (Araujo et al., 2016). A falta
de espaço para manobrar a cadeira de rodas e a ausência de equipamentos adaptados
interrompem o cuidado na raiz (Pagliuca et al., 2007)
—
e a paciente deixa de ser atendida
não por falta de competência do profissional, mas por uma falha estrutural e logística do
próprio serviço de saúde.
Diante desse cenário, este estudo busca responder à seguinte questão: qual é a
percepção dos enfermeiros sobre o impacto da infraestrutura e do mobiliário das unidades
de saúde na realização do exame ginecológico em mulheres cadeirantes?
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3 OBJETIVOS
Este estudo tem como objetivo geral investigar, na literatura científica, a
percepção dos enfermeiros sobre o impacto da infraestrutura e do mobiliário das unidades
de saúde na realização do exame ginecológico em mulheres cadeirantes.
Como objetivos específicos, pretende-se: (a) mapear as principais barreiras
arquitetônicas e de mobiliário
—
como macas fixas e espaço físico inadequado
—
relatadas na literatura que limitam a atuação do enfermeiro no atendimento ginecológico
a mulheres cadeirantes; (b) identificar a percepção dos enfermeiros quanto ao seu preparo
profissional e à presença de protocolos assistenciais para o atendimento dessa população;
e (c) discutir o impacto da inadequação estrutural na adesão das mulheres cadeirantes aos
exames citopatológicos e na continuidade do cuidado, sob a ótica da enfermagem.
4 METODOLOGIA
Trata-se de um estudo de revisão bibliográfica, de caráter descritivo e qualitativo,
desenvolvido a partir da análise de artigos científicos relacionados a mulheres com
deficiência física e à falta de infraestrutura arquitetônica e atitudinal nos serviços de
saúde.
Foram consultadas as bases de dados Google Acadêmico, Biblioteca Virtual em
Saúde (BVS) e Scientific Electronic Library Online (SciELO), além de documentos
oficiais do Ministério da Saúde e legislações voltadas à pessoa com deficiência. Os
critérios de inclusão contemplaram publicações em língua portuguesa, disponíveis na
íntegra, publicadas entre 2004 e 2023, cujas temáticas abordassem acessibilidade,
barreiras arquitetônicas, saúde da mulher com deficiência física e percepção dos
profissionais de enfermagem. Foram excluídos estudos duplicados, publicações em
língua estrangeira e artigos em desacordo com os objetivos estabelecidos.
5 RESULTADOS E DISCUSSÃO
A análise da literatura selecionada permitiu identificar três eixos temáticos
centrais que estruturam os achados deste estudo: as barreiras arquitetônicas e estruturais
presentes nas unidades de saúde; o preparo e a percepção dos enfermeiros para o
atendimento à mulher com deficiência física; e o impacto dessas barreiras na adesão ao
exame citopatológico e na saúde integral dessa população.
5.1 Barreiras arquitetônicas e estruturais no acesso aos serviços de saúde
A acessibilidade das Unidades Básicas de Saúde (UBS) constitui um dos
principais entraves ao atendimento ginecológico de mulheres cadeirantes. Estudos
apontam que grande parte dessas unidades ainda não cumpre os requisitos mínimos
estabelecidos pela Norma Brasileira ABNT NBR 9050, que regulamenta a acessibilidade
a edificações, mobiliários, espaços e equipamentos urbanos (ABNT, 2020). A ausência
ou inadequação de rampas de acesso, corrimãos, pisos antiderrapantes e sinalizações
táteis compromete a chegada e a circulação autônoma da mulher cadeirante desde o
momento em que ela tenta entrar no serviço de saúde (Siqueira et al., 2009).
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No interior das unidades, portas e corredores estreitos representam obstáculos
frequentes, tornando difícil ou impossível a passagem e a manobra da cadeira de rodas
com segurança. Da mesma forma, banheiros inadequados
—
sem barras de apoio, com
dimensões insuficientes ou sanitários em altura incompatível
—
inviabilizam o uso
independente do espaço pela usuária (Santos et al., 2020). Essas inadequações físicas não
apenas dificultam o atendimento como expõem a mulher a riscos de quedas e situações
constrangedoras, ferindo sua dignidade e autonomia.
No que se refere especificamente ao atendimento ginecológico, a maca de exame
representa a barreira mais emblemática. As macas fixas, de altura elevada e sem
mecanismos de regulagem, tornam praticamente impossível a transferência segura da
mulher da cadeira de rodas para o equipamento, especialmente na ausência de dispositivos
auxiliares como elevadores ou pranchas de transferência (Silva et al., 2022). Esse
obstáculo, por si só, é suficiente para inviabilizar a realização do exame citopatológico,
independentemente da competência técnica do profissional de enfermagem. O Ministério
da Saúde prevê a necessidade de mobiliário e equipamentos adaptados nas unidades de
saúde, contudo a implementação dessas orientações ainda é incipiente na maioria dos
municípios brasileiros (Brasil, 2014).
Assim, as barreiras arquitetônicas e estruturais se configuram como o primeiro e
mais concreto fator de exclusão das mulheres cadeirantes dos serviços de saúde
—
atuando antes mesmo do contato com o profissional e reforçando desigualdades já
impostas pela deficiência.
5.2 Preparo dos enfermeiros para o atendimento à mulher com deficiência física
Além das limitações físicas do ambiente, a formação e o preparo dos profissionais
de enfermagem constituem outro fator crítico para a qualidade da assistência prestada às
mulheres cadeirantes. Araújo et al. (2023) identificaram que enfermeiros atuantes na
Atenção Básica reconhecem a importância de um atendimento inclusivo e humanizado,
mas relatam sentir-se despreparados para conduzir o exame citopatológico em mulheres
com deficiência física, sobretudo diante das limitações estruturais das unidades onde
atuam.
Essa insegurança está diretamente relacionada à ausência de conteúdos
específicos sobre saúde da pessoa com deficiência na formação graduada em
enfermagem, bem como à escassez de programas de educação permanente que abordem
as particularidades desse atendimento (Nicolau et al., 2020). A falta de protocolos
assistenciais sistematizados agrava esse cenário: o profissional se vê diante de situações
para as quais não recebeu orientação técnica formal, sendo obrigado a tomar decisões
com base em iniciativas individuais e improviso
—
o que compromete tanto a segurança
do cuidado quanto a dignidade da paciente.
A Política Nacional de Educação Permanente em Saúde (Brasil, 2010) estabelece
que a qualificação dos trabalhadores do SUS deve ser contínua, contextualizada e voltada
às demandas reais da população atendida. No entanto, a inclusão da temática da
deficiência física nos processos de educação permanente das equipes de saúde ainda é
fragmentada e insuficiente. Esse vazio formativo impacta diretamente a segurança do
profissional, a qualidade do acolhimento e, em última instância, a decisão da mulher
cadeirante de retornar ou não ao serviço de saúde.
Nesse sentido, a Lei Brasileira de Inclusão (Brasil, 2015) determina que os
profissionais de saúde recebam formação continuada sobre os direitos das pessoas com
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deficiência e as formas de garantir atendimento adequado. O cumprimento dessa
determinação legal é, portanto, não apenas uma responsabilidade ética, mas uma
obrigação jurídica dos gestores de saúde e das instituições formadoras
—
e precisa sair
do papel.
5.3 Impacto na adesão ao exame citopatológico e na saúde integral da mulher
cadeirante
A soma das barreiras arquitetônicas com o despreparo profissional produz
consequências concretas e mensuráveis na saúde das mulheres cadeirantes. Estudos
indicam que essa população apresenta taxas significativamente menores de realização do
exame citopatológico em comparação às mulheres sem deficiência, o que aumenta o risco
de diagnóstico tardio de lesões precursoras do câncer do colo do útero (Nicolau et al.,
2020; OMS, 2022).
A experiência repetida de encontrar barreiras físicas, sentir-se constrangida ou
perceber o despreparo dos profissionais contribui para que a mulher cadeirante
desenvolva uma relação de evitamento com os serviços de saúde. Othero e Ayres (2012),
ao investigarem as necessidades de saúde de pessoas com deficiência por meio de
histórias de vida, identificaram que sentimentos de invisibilidade, humilhação e falta de
acolhimento são recorrentes no relato dessas mulheres ao buscarem atendimento
ginecológico
—
gerando um desestímulo progressivo à adesão aos exames preventivos.
Esse afastamento não se restringe ao exame citopatológico, mas tende a se
generalizar para outros aspectos do cuidado em saúde, ampliando vulnerabilidades e
aprofundando iniquidades. Carvalho (2014) destaca que as mulheres com deficiência
estão sujeitas a uma dupla vulnerabilidade social
—
decorrente tanto da condição de
deficiência quanto do gênero
—
que se traduz em menor acesso a serviços, menor
cobertura de rastreamento e piores desfechos em saúde.
No plano emocional, a percepção de não ser adequadamente atendida impacta a
autoestima e a qualidade de vida dessas mulheres, reforçando sentimentos de exclusão
social e de incompletude no exercício da cidadania. A Organização Mundial da Saúde
(OMS, 2022) alerta que a iniquidade no acesso à saúde para pessoas com deficiência
constitui uma violação de direitos humanos, que exige resposta sistêmica e urgente dos
Estados membros.
Constata-se, portanto, que as barreiras arquitetônicas e o despreparo profissional
não são apenas problemas técnicos ou logísticos: são fatores que, ao se somarem,
produzem exclusão sistemática e comprometem o direito fundamental à saúde de uma
parcela significativa da população feminina brasileira.
6 CONSIDERAÇÕES FINAIS
A realização deste estudo permitiu evidenciar, por meio da literatura científica
nacional, que a percepção dos enfermeiros acerca da assistência ginecológica às mulheres
cadeirantes é marcada pelo reconhecimento de profundas limitações estruturais e
logísticas nas unidades de saúde. Os achados demonstram que, embora haja o desejo
profissional genuíno de ofertar um cuidado humanizado e equitativo, a realidade prática
é severamente comprometida por barreiras arquitetônicas, salas pequenas, ausência de
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equipamentos adaptados
—
como macas reguláveis
—
e pela escassez de capacitação
continuada voltada a essa população.
Os dados revisados evidenciam uma lacuna alarmante entre as garantias
estabelecidas pela Lei Brasileira de Inclusão e a prática cotidiana na Atenção Básica. A
infraestrutura inadequada atua como o primeiro fator de exclusão: impede o
estabelecimento do vínculo, gera insegurança na equipe de enfermagem e,
consequentemente, desestimula a adesão dessas mulheres ao exame citopatológico do
colo do útero. A competência técnica e a empatia do enfermeiro tornam-se insuficientes
quando o próprio ambiente institucional inviabiliza o acolhimento seguro e autônomo da
paciente.
Como limitação deste estudo, destaca-se o número ainda restrito de pesquisas
nacionais que abordem especificamente a vivência prática do enfermeiro frente a essas
barreiras estruturais
—
a maioria da literatura concentra-se na perspectiva exclusiva da
usuária, deixando uma lacuna importante sobre o olhar do profissional.
Conclui-se que o fortalecimento da assistência integral à saúde da mulher
cadeirante depende urgentemente de investimentos públicos voltados à readequação
física das Unidades Básicas de Saúde e à aquisição de mobiliário ginecológico acessível.
Paralelamente, faz-se indispensável a criação de protocolos assistenciais específicos e de
programas contínuos de educação permanente para as equipes de enfermagem. Só assim
o direito à saúde deixará de ser apenas um preceito legal e se tornará, de fato, uma
realidade vivida por cada mulher cadeirante que chega a uma unidade de saúde em busca
de cuidado.
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BARBOSA, A. H.; PAGLIUCA, L. M. F.
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SANTOS, [INICIAL]. et al.
[TÍTULO COMPLETO]. [PERIÓDICO], 2020. ***
Completar dados da referência ***
SILVA, [INICIAL]. et al.
[TÍTULO COMPLETO]. [PERIÓDICO], 2022. ***
Completar dados da referência ***
SIQUEIRA, [INICIAL]. et al.
[TÍTULO COMPLETO]. [PERIÓDICO], 2009. ***
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