Barreiras arquitetônicas e assistência de enfermagem
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Barreiras arquitetônicas e assistência de enfermagem: percepção dos
enfermeiros sobre a realização do exame citopatológico em mulheres
cadeirantes
RESUMO
As mulheres com deficiência física enfrentam inúmeras dificuldades no acesso
aos serviços de saúde. Barreiras arquitetônicas e atitudinais, falta de
acessibilidade, insuficiente capacitação dos profissionais de enfermagem e
preconceitos sociais dificultam a realização de exames citopatológicos. Além
disso, mulheres cadeirantes convivem com alterações físicas, sensitivas e
emocionais que impactam diretamente sua autoestima e qualidade de vida. Este
estudo tem como objetivo investigar, na literatura científica, a percepção de
enfermeiros sobre o impacto da infraestrutura e do mobiliário das unidades de
saúde na realização do exame ginecológico em mulheres cadeirantes, bem como
compreender os impactos psicológicos e comportamentais dessa realidade. Trata-
se de uma revisão bibliográfica baseada em artigos científicos nacionais sobre
barreiras arquitetônicas e dificuldades de acesso aos serviços de saúde. Os
resultados apontam que a ausência de acolhimento adequado e de profissionais
capacitados contribui para a exclusão dessas mulheres dos serviços de saúde.
Conclui-se que é necessária a implementação de políticas públicas, capacitação
contínua das equipes de saúde e melhorias estruturais que garantam uma
assistência humanizada, acessível e integral.
Palavras-chave:
Deficiência física. Saúde da mulher. Acessibilidade.
Enfermagem. Exame citopatológico.
1 INTRODUÇÃO
A saúde da mulher constitui um dos pilares fundamentais das políticas públicas
no Brasil, especialmente no que se refere à prevenção de doenças ginecológicas, à
promoção da saúde e ao acesso integral aos serviços de saúde. Contudo, mulheres com
deficiência física, particularmente aquelas que utilizam cadeira de rodas, ainda enfrentam
inúmeras dificuldades para acessar esses serviços e realizar exames preventivos, como o
exame citopatológico do colo do útero (Brasil, 2004; Nicolau et al., 2020).
Esse exame preventivo, popularmente conhecido como Papanicolau, é a principal
estratégia de rastreamento para a detecção precoce das lesões precursoras do câncer do
colo do útero. Sua realização periódica possibilita o diagnóstico em estágios iniciais,
aumentando significativamente as chances de tratamento e cura, além de reduzir a
morbimortalidade associada à doença (INCA, 2023).
Entretanto, a efetiva realização desses exames por mulheres cadeirantes não é tão
simples (Othero; Ayres, 2012). As barreiras encontradas vão muito além das limitações
físicas decorrentes da própria deficiência. Frequentemente, as unidades de saúde
apresentam inadequações estruturais graves, como ausência de rampas, banheiros
inacessíveis, falta de macas ginecológicas adaptadas e equipamentos que comprometam
a segurança e a autonomia da paciente durante o atendimento. Esse conjunto de falhas
RBPC - Revista Brasileira de Produção Científica |
Trabalho submetido em janeiro de 2026. Aprovado em junho de 2026
Trabalho submetido em janeiro de 2026. A
ho de 2026
1 Assistente Social - UNIGAMA, Graduanda em Enfermagem - Universidade Celso Lisboa
2 Graduanda em Enfermagem - Universidade Celso Lisboa
Angelica Caldas¹; Marcia Santos²
v. 1, 2026
Revista Brasileira de Produção Científica, v. 1, 2026
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