BARREIRAS ARQUITETÔNICAS E ASSISTÊNCIA DE ENFERMAGEM : PERCEPÇÃO DOS ENFERMEIROS SOBRE A REALIZAÇÃO DO EXAME CITOPATOLÓGICO EM MULHERES CADEIRANTES
Palavras-chave:
DEFICIÊNCIA FÍSICA. SAÚDE DA MULHER. ACESSIBILIDADE. ENFERMAGEM. EXAME CITOPATOLÓGICO.Resumo
RESUMO
As mulheres com deficiência física enfrentam inúmeras dificuldades no acesso aos serviços de saúde. Barreiras arquitetônicas e atitudinais, falta de acessibilidade, insuficiente capacitação dos profissionais de enfermagem e preconceitos sociais dificultam a realização de exames citopatológicos. Além disso, mulheres cadeirantes convivem com alterações físicas, sensitivas e emocionais que impactam diretamente sua autoestima e qualidade de vida. Este estudo tem como objetivo investigar, na literatura científica, a percepção de enfermeiros sobre o impacto da infraestrutura e do mobiliário das unidades de saúde na realização do exame ginecológico em mulheres cadeirantes, bem como compreender os impactos psicológicos e comportamentais dessa realidade. Trata-se de uma revisão bibliográfica baseada em artigos científicos nacionais sobre barreiras arquitetônicas e dificuldades de acesso aos serviços de saúde. Os resultados apontam que a ausência de acolhimento adequado e de profissionais
capacitados contribui para a exclusão dessas mulheres dos serviços de saúde. Conclui-se que é necessária a implementação de políticas públicas, capacitação contínua das equipes de saúde e melhorias estruturais que garantam uma assistência humanizada, acessível e integral.